quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Eu nunca disse que era boa pessoa...

... tu é que resolveste presumir que sim.

E continuaste a presumir que sim mesmo quando eu avisei. 

Mesmo quando eu avisei que prefiro o desprezo à perseguição. Mesmo quando eu avisei que aquilo que mais me faz virar do avesso é o desrespeito pelo meu espaço pessoal, que prefiro ser ignorada a ter atenção excessiva, doentia.

Agora não há volta a dar, vais entender que quando atinjo o limite é definitivo.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Gostei...

No outro dia ouvi esta frase de um conhecido e achei imensa graça : « A vida obrigou-me a largar o vício do ciúme.»

Não sou especialmente ciumenta mas concordo com a frase. É que, se não se aprender a largar esse vício cedo, ele pode destruir a vida de uma pessoa.

E não me falem em ciúme saudável, o que há é um comportamento relacional saudável em que se questionam algumas coisas e se partilham inseguranças e isso não se chama ciúme saudável, quando se chega ao ciúme ele é sempre destruidor e castrador, tanto para quem o sente como para quem o sofre.

... and for a real man.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Se não parares de chatear, até à exaustão, vais ficar sozinho, mesmo que tenhas toda a razão do mundo...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Como elouquecer...

... uma pessoa no seu primeiro dia de trabalho pós-férias:

Passo 1 - Arranje duas colegas (ou dois...)

Passo 2 - Colega A chega meia-hora atrasada, faz mais meia-hora de almoço, desaparece a maior parte do dia, sem eu conseguir descortinar o que anda a fazer, e nos períodos em que está presente engonha o mais que lhe é possível.

Passo 3 - Colega B não diz nada à colega A mas não pára de te picar o dia todo contra o comportamento da dita cuja.

Passo 4 - Inclua realização de trabalho que exige concentração, que é urgente e importante.

Socorro!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Amanhã regresso ao trabalho...

... e é sempre bom pensar que me aguarda mais trabalho que nunca e que vou receber ainda menos para o efectuar.

Não me entendam mal que eu sou a maior defensora da produtividade, sou até doentiamente (na opinião da maior parte das pessoas que me rodeia) defensora, sou o tipo de pessoa que acredita que se me pagam para trabalhar 8 horas por dia é para trabalhar 8 horas e não 7 horas e 45 minutos. E se por acaso sinto que não estou a conseguir dar o meu melhor, se por algum motivo (cansaço, saúde...) não consigo estar a 100% sinto-me malíssimo.

Mas depois quando penso no que recebo no fim do mês, é difícil...

Estas novas medidas de austeridade são extremamente duras para todos mas especialmente para aqueles que têm um ordenado médio/baixo, não é miserável suficiente para sair ileso, mas baixo o suficiente para deixar a pessoa a roçar a miséria depois dos novos cortes.

Vamos ver a reacção dos portugueses, mas cheira-me que não vai ser boa... tal como a minha não foi.


  

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O erro...

... que o ser humano, muitas vezes, comete é considerar que a vida é uma construção. 

Uma construção no sentido em que amanhã temos mais que hoje, mais a nível material, mais a nível pessoal, mais a nível profissional, mais a nível de tudo o que a pessoa deseja alcançar (a única excepção é a saúde, nessa área há uma expetativa de perda conforme os anos passam).

Mas, muitas vezes, esta expectativa de cada vez TER mais não se concretiza e é-nos muito difícil aceitar isso - ter emprego e deixar de ter, perder amigos ou familiares, o divórcio, o declínio financeiro, tudo isso traz consigo um sentimento de fracasso e de que se regrediu no caminho da vida.

Mas a Vida não é uma construção, é um caminho com altos e baixos, com montanhas e vales, em que a única coisa que teremos no seu final é a história que vivemos e como a vivemos.

Hoje existem pessoas com tudo que tudo perderão e quiçá tudo recuperarão e pessoas que a guerra destruiu tudo o que tinham mas que vão refazer as suas vidas e um dia voltarão a ter tudo, quiçá para tudo perderem novamente. 

Mas no final terão o seu caminho e a sua história e só isso levarão consigo.

Por isso, em vez de construir, devemos é FLUIR com a vida.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Como diria uma colega...


... quem inventou o descanso está no céu e eu acrescento que quem inventou as férias também.

É só uma semaninha mas é uma semaninha essencial para aguentar os meses que se aproximam.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Hoje foi mais um dia...

... em que pareci uma psicótica descontrolada, de tanto que insultei e ameacei o cromo mais cromo do meu local de trabalho. 

E quanto mais me apercebo da figurinha que estou a fazer mais fula fico e sentimentos homicidas sinto.

Juro que, num impulso incontrolável, um dia, ainda lhe parto o nariz (não pela força do meu punho mas com um objeto pesado atirado com força). Estou farta de o avisar mas ele não me acredita!



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Gosto muito de tons terra...

... no inverno, acho que corta um pouco a escuridão dos dias.

Também gosto de branco, creme e dos vários tons de vermelho. Isto para durante o dia, à noite gosto de preto e cores fortes (verde escuro, azulão, bordeaux...).

Houvesse dinheiro que preferências não me faltavam. Hoje andei a ver o que há de novo e gostei de muita coisa, agora é fazer a escolha mais em conta para estas duas estações, que tanto me desagradam. É que ainda por cima as roupas para o frio são muito mais caras...

Depois de vários anos...

... a sofrer de sinusite sou, praticamente, uma expert no assunto. 

Por isso reconheço logo uma dor de cabeça com origem na dita cuja - dor intensa na testa e nariz que, no máximo, alivia com analgésicos mas não passa totalmente, sensação de febre na testa e nariz, sensibilidade ao toque nessa zona, sensibilidade à luz e peso na cabeça, como se andássemos a carregar com algo em cima dela.

Na última semana já perdi a conta da quantidade de pessoas que ouvi a queixarem-se destes sintomas, alguns conscientes de que se tratava de uma crise de sinusite, outros não e tive imensa pena de todas as alminhas que partilham este sofrimento comigo.

É que é uma coisa incapacitante que só quem tem é que percebe o como é mau que é ter este problema, de forma crónica. Uma pessoa pode ter mil coisas para fazer num dia mas se surge uma crise, na melhor das hipóteses, faz só o essencial e na pior (que já me aconteceu 3 vezes) fica de cama uns dois dias, com dores terríveis.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

Fico sempre na dúvida...

 ... sobre o que fazer quando percebo que uma pessoa está de olho para prejudicar outra.

Esta situação está-me sempre a acontecer no trabalho e já me cansa, sinceramente.

Curiosamente não é a competição que causa este comportamento mas sim a «ciumeira» e/ou a inveja. 

Inveja porque o trabalho da outra pessoa é elogiado e tem que se tentar miná-lo..

Ciúmes porque chega alguém novo e é bem aceite e há que acabar com isso, não vá essa pessoa passar a ser mais «gostada».

Se são pessoas distantes opto sempre pelo silêncio mas quando são pessoas mais próximas fico sempre na dúvida. Por um lado sinto-me mal em saber o que se passa e não avisar uma pessoa, que gosto, do perigo que corre mas por outro lado não quero pôr lenha na fogueira, e assim, decida o que decidir, sinto sempre que agi mal. 

Normalmente tento dar conselhos gerais, sobre andar de olho aberto, e não dizer nomes, mas tenho medo de ser mal interpretada e levar a pessoa a desconfiar das pessoas erradas, é que curiosamente as tais pessoas ciumentas e/ou invejosas até são muito fofas e acessíveis para com a pessoa que querem tramar.

E o engraçado é que essas pessoas não percebem (ou não querem perceber) que as suas atitudes nascem desses sentimentos menos nobres e auto convencem-se que a pessoa que eles querem prejudicar é realmente uma pessoa terrível e que estão a fazer um favor aos outros ao mostrá-lo.

E o pior disto tudo é que algumas das tais pessoas inseguras/ciumentas/invejosas até têm outras qualidades e eu até acabo por gostar delas, embora não suporte esta faceta da sua personalidade.

Às vezes, sinto que a Humanidade não passa de um infantário gigante cheio de criancinhas a lutar pela preferência da educadora, pela popularidade entre os amigos e a tentarem excluir os recém-chegados do grupo...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Falta uma semaninha...

Para as minhas últimas férias de 2012, são só 9 dias mas vão saber-me que nem ginjas.

Descanso total, espero eu...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A nossa sociedade não evoluiu de uma forma linear, ou seja, hoje temos condições de vida melhores do que as que se verificavam na época do Império Romano mas essa evolução não foi constante, não foi previsivelmente gradual, não melhorou ano a ano, década a década, evoluiu aos soluços.

Lembrei-me disto porque ontem ouvi um comentário em que se dizia que a História era constituída por momentos de evolução e fragmentação e que vivíamos um momento de fragmentação.

Basicamente, uma sociedade evolui até um certo ponto, durante um período de tempo variável, às vezes décadas, às vezes séculos, até que se dá a fragmentação, também num período variável, anos, décadas, séculos, altura em que essa sociedade regride (pelo menos aparentemente) para depois dar um salto em que vai parar mais à frente do que o ponto máximo de evolução que esteve antes da fragmentação.

Se isto tivesse uma representação gráfica seria semelhante a isto:

 

É como se a sociedade precisasse de abanões para evoluir.

O problema é que é muito duro viver durante esses períodos. São os períodos mais interessantes da História, à posteriori, mas determinam muito fortemente a vida de quem os vivencia.