terça-feira, 19 de abril de 2011

Nem bicho papão...

... nem solução mágica.

«A Moody’s cortou o “rating” das obrigações da Irlanda em dois níveis, de Baa1 para Baa3, o nível mais baixo de investimento, e continua com perspectivas negativas. A Grécia anunciou hoje medidas adicionais de redução do défice, avaliadas em 26 mil milhões de euros, segundo o ministro das finanças grego George Papaconstantinou.» (15/04/11)


O FMI tornou-se indispensável (nem vou discutir porquê, senão vou-me enervar) mas não vai ser a solução milagrosa, dolorosa mas certa.

A mudança tem que ser muito mais profunda do que receber muitas dezenas de milhões, a juros a serem decididos, e estabelecer novas regras profundamente penosas para a classe mais pobre e média.

Tem que haver uma mudança estrutural, uma mudança de mentalidades e de políticas (e de políticos, principalmente), um equilibrio profundo entre o capitalismo e a produtividade e políticas sociais e de desenvolvimento. Sempre que há desiquilibrio na balança, há problemas.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nestes últimos anos...

... descobri que tenho uma força inacreditável, que a vida não é o que sonhamos mas sim o que precisamos e que sou resistente, como um rochedo, mas maleável como a água.

Tive muito mais razões para ter dias negros do que dias felizes mas aprendi a apreciar o riacho cheio de vida, perto da minha casa, o belo livro que estou a ler, as minhas corridas, as minhas vitórias no trabalho e o tempo que passo com os meus amigos. Aprendi a sorrir pelas calças que tenho em vez de ficar triste pelas calças que gostaria de ter. Aprendi a ter motivação todos os dias, mesmo nos piores dias.

Percebi que as coisas más marcam-nos mas também nos fortalecem, traumatizam-nos mas dão-nos novas armas, amedrontram-nos mas mostram-nos que temos uma coragem que nunca imaginamos, fazem-nos sofrer mas também nos fazem perceber tanta coisa sobre nós próprios. E mudam-nos, irremediavelmente, para melhor, se percebermos o seu motivo.


domingo, 17 de abril de 2011

Hum hum...


Há coisitas que já vivi, ou assisti, que davam um filme muito poco convincente. Não fazem puto de sentido.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ora bem...

... alguém tem que o fazer, por isso lá vai:

Sr Otelo Saraiva de Carvalho, os golpes de estado fazem-se em ditaduras para implantar democracias (não sei se 'tá a ver, aquilo em que participou há uns 30 e tal anos? Hum? Sim?) ou vice-versa.

Por isso, quando fala num golpe de estado com 800 militares, era para estabelecermos uma ditadura militar???!!!

Oh God... U.U'

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Por mais que tente...

... às vezes, o meu pensamente mergulha na crueldade e no ódio...


... e retrocedo mil vidas.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Quando ouço...

... que vem aí a Troika, penso sempre no cavalo de Tróia.

o_O

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Odisseia terminada com sucesso!

Demorou 8 dias mas correu extraordinariamente bem, tudo fluiu, e conseguimos terminar dentro do tempo planeado!!!

o.o !!!! (inédito)

Só falta pôr em dia trabalho, não prioritário, que ficou para trás, durante esta semana.

Minha alma está parva! Depois de 4 anos, em que tudo foi tirado a ferros, pela 1ªvez  não correu mal tudo o que podia correr mal. Ninguém ficou doente, ninguém foi deslocado para outra função, não surgiu nenhum trabalho mega-urgente, nem outros imprevistos.

Obrigada Universo por perceberes que esta não era a altura ideal para testares a minha resistência psicológica. Pouparam-se vidas.

Continuemos assim até Junho, se não for abusar.


domingo, 10 de abril de 2011

Não vou aguentar...

... eu juro que não vou aguentar mais 4 anos a ouvir o Socas!

Problema: Não gosto nada de coelhos.

Entretanto tenho a dizer-vos que sou altamente incoerente no que à política diz respeito, concordo com umas coisas de cada partido (excepção feita ao CDS, arghhh), outras não concordo com nenhum partido, tenho as minhas próprias ideias e opiniões.

Parece que isso é ser incoerente...

... para mim é ter neurónios próprios e não ter síndrome de ovelha.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dependurado...


Pode dizer-se Enforcado ou Dependurado. Eu prefiro Dependurado porque define melhor o significado da carta, significa estar preso, estagnado, subjugado, num impasse, num ciclo vicioso e não morto ou condenado.

É assim que me sinto há muito tempo, presa, estagnada e sem saber como sair desta situação, ou sem saber como ver a situação de forma diferente para gerar resultados diferentes.

Não acredito na previsão do futuro porque não acho que ele esteja escrito, que o caminho seja pré-determinado. Acho que existem certas linhas condutoras, escolhidas por nós antes de encarnarmos, mas o caminho que se percorre é fruto das nossas escolhas e do nosso livre arbitrio, quando já encarnados.

Mas acho que o Tarot pode ser uma forma de avaliação psicológica pessoal. Digamos que eu não me sinto presa porque o Tarot o previu ou porque estava predestinado mas que o Tarot me ajuda a perceber os motivos psicológicos que me levaram a certas escolhas que, por sua vez, me conduziram a uma situação de impasse e estagnação.


terça-feira, 5 de abril de 2011

A Odisseia estaria a correr bem...

... se eu não estivesse meio adoentada (a minha garganta está parva), com níveis de energia equivalentes a uma lâmpada fundida e um humor semelhante a um serial killer, num dia mau.

Fora isso, estou a meio da primeira parte e está tudo a correr sobre rodas, até agora.

domingo, 3 de abril de 2011

Inicio da Odisseia...

... é amanhã, o fim é que não sei.

Quero muito fazê-la, mas só de pensar na trabalheira e que não ando especialmente enérgica, dá-me um fanico. Mas é só até começar, depois só consigo parar quando estiver tudo acabado, sem uma ponta solta, que seja.


quinta-feira, 31 de março de 2011

Vamos fazer um exercicio de imaginação...

... vamos imaginar que existem extra-terrerstres, vamos inaginar que eles têm naves e passam aqui pela Terra de vez em quando, vamos imaginar que nessas visitas eles raptam alguns seres humanos, vamos imaginar que eles raptam o Sócrates, a Merkel, o Berlusconi e o Sarkozy.~

Pelo caminho levaram também o Kadhafi e mais um ou outro ditador... tipo aquele do Irão com um nome de meio metro, o  Ahmadinejad... (santinho!)

Vá aproveitem o momento, sintam a alegria de não ter que ouvir mais esses nomes, vá, sonhem um bocadinho!

(Não se sintam culpados, imaginem que os extra-terrestres são uns fofos e o planeta deles um mimo.)



terça-feira, 29 de março de 2011

Tenho reservas...

... relativamente à intervenção militar externa na LÍbia, mas não a acho comparável à intervenção (invasão) do Iraque.

Ditadores existem muitos, uns mais disfarçados que outros, uns mais violentos e cruéis, e entre eles estava o Saddam Hussein e está o Khadafi, mas, independentemente disso, é preciso que seja a própria população a depôr esses parasitas, a revoltar-se, a estar preparada para a mudança e a ser o motor dessa mudança.

Foi o que aconteceu na Tunisia e no Egipto, recentemente, e noutros países, entre os quais Portugal, no passado.

Mas não foi o que aconteceu no Iraque, o seu povo, embora em sofrimento, não estava preparado para se libertar.

Contrariamente, na Líbia há, em grande parte da população, a vontade da liberdade, e houve passos nessa direcção. Houve também repressão violenta. E, por isso, sinto-me inclinada para a intervenção externa, embora, talvez não desta forma, para evitar a chacina dos que lutam pela liberdade e da população, no geral.

Uma coisa é um ditador reprimir a população do seu país, outra é chacinar essa mesma população.

Há muito que defendo uma atitude relativamente ao Sudão e à situação do Darfur e teria sido favorável a uma intervenção no Iraque se a razão desta tivesse sido a repressão violenta de manifestações da população, por parte do Saddam.

Mesmo assim tenho algumas reservas relativamente à forma da intervenção e à sua capacidade de evitar a morte de civis. E desconfio das suas razões dos países que a levaram a cabo.

Mas também não consigo achar correcto permitir ao Khadafi massacrar o seu povo e fuzilar os que a ele se oponham (isso já ele fez durante décadas).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu podia pesar um quilinho a menos, sem grande esfoço...

... podia... se não existisse o chocolate.

As morangoskas são responsáveis por outro kilo e o queijo pelo meio kilo final.

Tudo alimentos essenciais, portanto.

domingo, 27 de março de 2011

...

Porque é que será que nós, deste lado do mundo dito dos mais ricos, achamos que a vida nos deve algo, nos deve uma casa, um carro, filhos saudáveis, cuidados de saúde, viagens, tecnologias e malas ou ténis giros, quando os outros, os que são mais, os que são a maioria, lutam pela sobrevivência, perdem os seus filhos, fogem da guerra, morrem de doenças fáceis de tratar e sofrem injustiças e horrores tremendos?

A minha questão não se prende com merecimento ou direitos, prende-se com o que é que nos fez pensar que é assim que a vida é, quando essa não é a vida mais frequente.

E mesmo no nosso pedaço de mundo mais rico, só é assim há umas décadas, um século, vá. Como é que nos tornamos tão convencido que a vida tem que nos dar tudo porque senão estamos a sofrer uma injustiça tremenda?

(Desculpem o post meio negro, mas é só, mesmo uma reflexão sobre o mundo que vivemos e não uma crítica.)